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  • Atualizado em: 10/08/2026
Uso correto de medicamentos: pequenas atitudes que fazem grande diferença para a saúde

Tomar um medicamento parece uma tarefa simples, mas usá-lo da forma correta é fundamental para que o tratamento seja seguro e realmente eficaz. Respeitar os horários, seguir a dose indicada, evitar a automedicação e não interromper o tratamento por conta própria são cuidados que ajudam a prevenir complicações e contribuem para melhores resultados na recuperação e no controle de doenças.

Esse cuidado é ainda mais importante entre pessoas que utilizam medicamentos de forma contínua, situação comum em tratamentos para hipertensão, diabetes, colesterol elevado e outras condições crônicas. Quando o uso não é feito conforme a orientação do profissional de saúde, o medicamento pode perder sua eficácia, provocar efeitos indesejados ou até mesmo colocar a saúde em risco.

Respeite os horários e as orientações

Cada medicamento possui uma forma correta de uso. Alguns precisam ser tomados em horários específicos para manter a quantidade adequada da substância no organismo. Outros devem ser ingeridos antes ou depois das refeições ou exigem cuidados especiais de armazenamento.

Esquecer doses com frequência ou alterar os horários por conta própria pode comprometer o tratamento. Por isso, vale a pena criar uma rotina, utilizar organizadores de medicamentos ou programar lembretes no celular para ajudar a manter a regularidade.

Automedicação pode trazer riscos

É comum recorrer a um medicamento que já foi utilizado anteriormente ou aceitar a indicação de familiares e amigos. No entanto, o que funcionou para uma pessoa pode não ser adequado para outra.

A automedicação pode mascarar sintomas importantes, dificultar o diagnóstico de doenças, provocar reações adversas, causar intoxicações e favorecer interações perigosas entre medicamentos. Além disso, o uso inadequado de antibióticos contribui para o aumento da resistência das bactérias, tornando infecções mais difíceis de tratar.

Sempre procure orientação de um profissional da saúde antes de iniciar qualquer medicamento.

Nunca interrompa o tratamento sem orientação

Muitas pessoas deixam de tomar um medicamento assim que os sintomas desaparecem ou quando começam a se sentir melhor. No entanto, isso pode fazer com que a doença volte ou que o tratamento não alcance o resultado esperado.

Também não é recomendado aumentar, diminuir ou suspender a dose por iniciativa própria. Qualquer ajuste deve ser feito somente com orientação do profissional responsável pelo acompanhamento.

Atenção especial aos idosos

Com o avanço da idade, é comum que uma mesma pessoa utilize vários medicamentos ao mesmo tempo, aumentando a complexidade do tratamento e o risco de esquecimentos, trocas de medicamentos ou interações indesejadas. Nesses casos, o apoio de familiares, cuidadores ou pessoas de confiança pode fazer toda a diferença. Acompanhar os horários, conferir as doses, organizar os medicamentos e observar possíveis efeitos adversos são atitudes que ajudam a garantir mais segurança, favorecem a adesão ao tratamento e contribuem para a qualidade de vida do idoso.

Fique atento ao uso de vários medicamentos

Quem utiliza diferentes medicamentos ao mesmo tempo deve redobrar os cuidados. Alguns podem interferir na ação de outros, aumentando ou reduzindo seus efeitos e elevando o risco de reações adversas.

Sempre informe ao médico todos os medicamentos que utiliza, incluindo vitaminas, fitoterápicos e suplementos alimentares. Essa informação é importante para identificar possíveis interações e garantir um tratamento mais seguro.

Algumas atitudes ajudam no dia a dia

  • Utilize os medicamentos exatamente conforme a prescrição;
  • Não compartilhe medicamentos com outras pessoas;
  • Leia a bula dos medicamentos;
  • Armazene os medicamentos conforme as orientações do fabricante;
  • Observe o prazo de validade e descarte corretamente os medicamentos vencidos.

Em caso de esquecimento de uma dose ou surgimento de reações inesperadas, procure orientação do profissional de saúde antes de tomar qualquer decisão.

Cuidar da saúde também significa utilizar os medicamentos com responsabilidade. Seguir corretamente as orientações médicas é uma atitude simples que reduz riscos, aumenta a eficácia dos tratamentos e contribui para mais qualidade de vida.

Fontes:

  • Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
  • Ministério da Saúde
  • OMS (Organização Mundial da Saúde)
  • Atualizado em: 16/07/2026
Hepatites virais: a importância do diagnóstico precoce e da prevenção

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e, na maioria das vezes, evoluem de forma silenciosa. Segundo o Ministério da Saúde, muitas pessoas convivem com a doença sem apresentar sintomas, o que pode atrasar o diagnóstico e aumentar o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

Durante o Julho Amarelo, campanha nacional de conscientização sobre as hepatites virais, o alerta é para a importância da prevenção, da vacinação, da realização dos testes e do tratamento precoce.

Como ocorre a transmissão?

No Brasil, os tipos mais frequentes são as hepatites A, B e C.

A hepatite A é transmitida principalmente pelo consumo de água ou alimentos contaminados e por condições inadequadas de higiene. Já as hepatites B e C podem ser transmitidas pelo contato com sangue contaminado. A hepatite B também pode ser transmitida por relações sexuais desprotegidas e da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto.

Atenção aos sintomas

Embora muitas pessoas não apresentem sinais da doença, quando eles surgem podem incluir:

  • cansaço;
  • febre;
  • náuseas;
  • dor abdominal;
  • pele e olhos amarelados (icterícia);
  • urina escura;
  • fezes claras.

Como esses sintomas costumam aparecer apenas em fases mais avançadas, o Ministério da Saúde destaca que a testagem é fundamental para o diagnóstico precoce.

Vacinação e prevenção

A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção. O SUS oferece vacina contra a hepatite B para pessoas de todas as idades que ainda não foram imunizadas. Também existe vacina contra a hepatite A, disponível conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações. Atualmente, não há vacina contra a hepatite C.

Além da vacinação, outras medidas ajudam a reduzir o risco de infecção:

  • utilizar preservativo nas relações sexuais;
  • não compartilhar objetos que possam ter contato com sangue, como lâminas, alicates e escovas de dentes;
  • procurar estabelecimentos que utilizem materiais esterilizados para tatuagens, piercings e procedimentos estéticos;
  • manter bons hábitos de higiene e consumir água tratada e alimentos bem higienizados.

Diagnóstico e tratamento

Os testes para hepatites virais são simples e podem identificar a infecção antes mesmo do aparecimento dos sintomas. Quanto mais cedo a doença é descoberta, maiores são as chances de evitar complicações.

Atualmente, existem tratamentos eficazes para as hepatites virais. A hepatite C apresenta altas taxas de cura com os medicamentos disponíveis, enquanto a hepatite B pode ser controlada com acompanhamento médico e tratamento adequado quando indicado.

Neste Julho Amarelo, aproveite para se informar, manter a vacinação em dia e conversar com um profissional de saúde sobre a necessidade de realizar os testes. A prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo as melhores formas de proteger a saúde do fígado.

  • Atualizado em: 06/03/2026

Março Lilás: prevenção e diagnóstico precoce são aliados no combate ao câncer do colo do útero

O mês de março é marcado pela campanha Março Lilás, iniciativa nacional de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer do colo do útero, uma das principais causas de morte por câncer entre mulheres no Brasil e no mundo.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), entre 2023 e 2025 foram registrados cerca de 17 mil novos casos por ano no País. A doença é considerada evitável na maioria dos casos, especialmente quando há vacinação, rastreamento regular e diagnóstico precoce.

O que é o câncer do colo do útero?

O câncer do colo do útero é causado, principalmente, pela infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), um vírus sexualmente transmissível bastante comum. Segundo o Ministério da Saúde, a maioria das pessoas terá contato com o HPV ao longo da vida, mas nem todas desenvolverão a doença.

Em grande parte dos casos, as alterações celulares evoluem de forma lenta e silenciosa, podendo levar anos até se tornarem câncer. Por isso, o acompanhamento preventivo é fundamental.

Principais formas de prevenção

A prevenção do câncer do colo do útero está baseada em três pilares:

1. Vacinação contra o HPV

Disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina é indicada para:

  • Meninas e meninos de 9 a 14 anos;
  • Pessoas imunossuprimidas, transplantadas e pacientes oncológicos até 45 anos (conforme orientação médica).

A vacinação antes do início da vida sexual é a forma mais eficaz de proteção contra os tipos de HPV mais associados ao câncer.

2. Exames preventivos

O exame citopatológico do colo do útero, conhecido como Papanicolau, permite identificar alterações nas células antes que elas evoluam para o câncer. Além desse exame, o Ministério da Saúde também destaca a importância de métodos complementares de rastreamento, como a captura híbrida, que possibilita a detecção do Papilomavírus Humano (HPV) e contribui para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer do colo do útero.

O INCA recomenda que:

  • Mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual realizem o exame periodicamente;
  • Após dois exames anuais consecutivos com resultado normal, o intervalo pode ser ampliado para cada três anos, conforme orientação médica.
3. Uso de preservativos

O uso de preservativos nas relações sexuais reduz o risco de transmissão do HPV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Sintomas e sinais de alerta

Nas fases iniciais, o câncer do colo do útero pode não apresentar sintomas. Em estágios mais avançados, podem ocorrer:

  • Sangramento vaginal fora do período menstrual;
  • Sangramento após relações sexuais;
  • Dor pélvica;
  • Corrimento persistente com odor desagradável.

Ao perceber qualquer alteração, é fundamental buscar avaliação médica.

A importância do diagnóstico precoce

Quando identificado precocemente, o câncer do colo do útero apresenta altas taxas de cura, com tratamentos menos invasivos e melhores resultados clínicos. O acesso à informação, à vacinação e aos exames de rotina é decisivo para reduzir a incidência e a mortalidade da doença.

A campanha Março Lilás reforça que a prevenção é um compromisso contínuo com a saúde feminina. Manter o calendário vacinal atualizado e realizar os exames periódicos são atitudes que salvam vidas.

Informação e cuidado caminham juntos

A CABESP disponibiliza aos seus beneficiários o Programa de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças, iniciativa que tem como objetivo incentivar o cuidado contínuo, o diagnóstico precoce e a adoção de hábitos saudáveis.

Entre os temas contemplados pelo programa está a saúde da mulher, com orientações voltadas à prevenção do câncer do colo do útero, estímulo à realização periódica do exame preventivo e acompanhamento médico regular.

A proposta é fortalecer a cultura da prevenção, ampliando o acesso à informação qualificada e contribuindo para a redução de riscos e para a melhoria da qualidade de vida dos beneficiários.

Acesse www.cabesp.com.br/ProgramaPromocao e saiba mais.