Notícias Saúde
- Atualizado em: 11/09/2026
Desidratação não acontece só no verão
Quando as temperaturas caem, é comum que a garrafa de água fique mais tempo esquecida sobre a mesa. O corpo transpira menos, bebidas quentes ganham espaço e a sede parece aparecer com menor frequência. Mas essa mudança de percepção não significa que o organismo precise de menos hidratação.
De acordo com a SMS (Secretaria Municipal da Saúde) de São Paulo, as baixas temperaturas provocam alterações no organismo que diminuem a sensação de sede. Como consequência, a ingestão de água tende a cair durante o outono e o inverno. O problema é que o corpo continua utilizando água continuamente para desempenhar funções essenciais, independentemente da estação do ano.
Menos sede não significa menor necessidade de água
A água participa de processos fundamentais para o funcionamento do organismo. Por isso, esperar sentir sede para beber pode não ser uma boa estratégia, especialmente para os idosos.
Com o envelhecimento, a percepção da sede tende a diminuir. Pessoas com mais de 60 anos, portanto, podem ficar mais suscetíveis à desidratação justamente porque o organismo nem sempre envia um alerta tão evidente de que precisa de líquidos. No frio, quando naturalmente se tende a beber menos água, essa combinação merece atenção especial.
Não existe uma quantidade única de água adequada para todas as pessoas. A necessidade diária varia conforme idade, peso, atividade física, estado de saúde, alimentação, clima e temperatura do ambiente. Algumas condições de saúde também podem exigir orientações específicas sobre a quantidade de líquidos consumida.
O que a falta de água provoca no organismo?
A desidratação pode afetar diferentes partes do corpo e nem sempre começa com uma sede intensa. Entre os sinais que merecem atenção estão boca seca, dor de cabeça, cansaço, irritabilidade, constipação, redução da quantidade de urina e urina mais escura. Alterações na pele, tontura, aumento da frequência cardíaca e, em situações mais importantes, confusão mental e desmaios também podem ocorrer.
- Rins: a hidratação adequada é importante para a produção de urina e para o funcionamento do sistema urinário. Uma redução importante da ingestão de líquidos pode ser percebida, por exemplo, pela diminuição do volume urinário e pela urina mais concentrada e escura.
- Pele e mucosas: ressecamento da boca, dos olhos e da pele pode acompanhar a desidratação. Em pessoas idosas, a pele também pode apresentar maior flacidez quando há perda de líquidos.
- Circulação: como a água compõe uma parcela importante do sangue, a perda de líquidos pode comprometer a manutenção adequada do volume circulante. Em quadros de desidratação, podem surgir manifestações como tontura e aumento da frequência cardíaca.
- Bem-estar: dor de cabeça, cansaço, sonolência e dificuldade de concentração podem acompanhar a falta de líquidos. Em pessoas idosas, quadros mais importantes podem provocar confusão mental, agitação e aumentar o risco de tonturas e quedas.
Sinais
Um hábito simples ajuda a observar a hidratação no dia a dia: prestar atenção à urina. De modo geral, uma urina clara é um indicativo de boa hidratação, enquanto uma coloração mais escura e uma redução na quantidade eliminada podem indicar que é preciso aumentar a atenção ao consumo de líquidos.
É importante considerar, porém, que medicamentos, alimentos e algumas condições de saúde também podem modificar a aparência da urina. A observação funciona como uma referência cotidiana e não substitui avaliação profissional quando existem sintomas.
Como lembrar de beber água mesmo sem sede?
No frio, transformar a hidratação em rotina pode ser mais eficiente do que depender apenas da sede. Manter uma garrafa ou copo de água por perto e estabelecer momentos para beber ao longo do dia são estratégias simples.
A hidratação também pode ser complementada pela alimentação. Frutas, verduras, legumes, sopas e caldos contribuem para a ingestão de líquidos. Água aromatizada com frutas ou ervas e chás sem açúcar podem ajudar quem sente mais dificuldade de consumir água nos dias frios.
No caso dos chás, é preciso atenção: opções com cafeína, como chá preto, mate e verde, devem ser consumidas com moderação. Pessoas com doenças crônicas ou que fazem uso contínuo de medicamentos também devem buscar orientação profissional antes de consumir regularmente chás medicinais ou preparados à base de plantas.
O mais importante é não associar hidratação apenas aos dias quentes. A temperatura pode cair e a sede diminuir, mas a necessidade de água permanece.
Fontes: SMS (Secretaria Municipal da Saúde) de São Paulo
- Atualizado em: 01/09/2026
Setembro Amarelo: cuidado também se constrói junto
Uma conversa, uma mudança de comportamento percebida a tempo ou a disposição para ouvir sem julgamentos podem fazer diferença na vida de alguém. Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio, a atenção se volta não apenas para quem enfrenta sofrimento emocional, mas também para o papel que familiares, amigos e pessoas próximas podem exercer na construção de uma rede de cuidado.
O suicídio é um problema de saúde pública complexo e multifatorial. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano no mundo. A organização destaca, porém, que existem medidas efetivas de prevenção, entre elas a identificação precoce, o acompanhamento das pessoas em situação de risco e o acesso ao cuidado adequado.
No Brasil, o dia 10 de setembro marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A mobilização ao longo de todo o mês ajuda a colocar em pauta um aspecto essencial: falar sobre saúde mental de maneira responsável contribui para combater o preconceito e pode facilitar a busca por ajuda.
Quando uma mudança merece atenção
Não existe uma fórmula capaz de determinar se uma pessoa está vivendo uma crise, por isso, o Ministério da Saúde orienta que os sinais não sejam analisados isoladamente.
Algumas mudanças, especialmente quando aparecem em conjunto ou persistem, merecem atenção. Entre elas estão manifestações de desesperança, isolamento social, alterações importantes de comportamento e falas relacionadas à morte, ao desejo de desaparecer ou à percepção de ser um peso para outras pessoas.
A OMS também inclui entre os possíveis sinais de alerta mudanças intensas de humor, afastamento do convívio social e manifestações sobre não encontrar motivos para continuar vivendo.
Perceber esses sinais não significa fazer diagnósticos. Significa reconhecer que aquela pessoa pode estar precisando de acolhimento e ajuda.
Escutar também é uma forma de cuidado
Diante de alguém em sofrimento, muitas pessoas têm receio de não saber o que dizer. Nem sempre, porém, é necessário. Oferecer atenção, escutar com respeito e demonstrar disponibilidade são atitudes importantes.
Também é preciso evitar reduzir o sofrimento com expressões como "isso vai passar", "pense positivo" ou comparações com os problemas de outras pessoas. Cada experiência é individual, e acolher significa reconhecer a importância do que está sendo relatado.
Um dos mitos relacionados ao tema é a ideia de que perguntar diretamente sobre pensamentos suicidas poderia estimular esse comportamento. A OMS esclarece que conversar sobre suicídio de maneira responsável não incentiva a pessoa a agir e pode ajudá-la a se sentir compreendida e a buscar apoio.
Encaminhar para ajuda
A rede de apoio formada por familiares, amigos e pessoas próximas é importante, mas não substitui o atendimento de profissionais e serviços de saúde.
Quando houver sinais de sofrimento emocional, é importante incentivar a procura por atendimento. O SUS (Sistema Único de Saúde) disponibiliza assistência por meio das UBS (Unidades Básicas de Saúde) e dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial).
Em situações de urgência, também podem ser procurados pronto-socorro, UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), pelo telefone 192.
O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia.
O Setembro Amarelo reforça uma mensagem que permanece válida durante todo o ano: saúde mental também se constrói nas relações cotidianas. Informação ajuda a reconhecer. Respeito ajuda a acolher. E estar disponível para ouvir e encaminhar para ajuda pode ser parte importante dessa rede de cuidado.
Fontes: Ministério da Saúde – Suicídio (Prevenção) e OMS (Organização Mundial da Saúde)
- Atualizado em: 10/08/2026
Uso correto de medicamentos: pequenas atitudes que fazem grande diferença para a saúde
Tomar um medicamento parece uma tarefa simples, mas usá-lo da forma correta é fundamental para que o tratamento seja seguro e realmente eficaz. Respeitar os horários, seguir a dose indicada, evitar a automedicação e não interromper o tratamento por conta própria são cuidados que ajudam a prevenir complicações e contribuem para melhores resultados na recuperação e no controle de doenças.
Esse cuidado é ainda mais importante entre pessoas que utilizam medicamentos de forma contínua, situação comum em tratamentos para hipertensão, diabetes, colesterol elevado e outras condições crônicas. Quando o uso não é feito conforme a orientação do profissional de saúde, o medicamento pode perder sua eficácia, provocar efeitos indesejados ou até mesmo colocar a saúde em risco.
Respeite os horários e as orientações
Cada medicamento possui uma forma correta de uso. Alguns precisam ser tomados em horários específicos para manter a quantidade adequada da substância no organismo. Outros devem ser ingeridos antes ou depois das refeições ou exigem cuidados especiais de armazenamento.
Esquecer doses com frequência ou alterar os horários por conta própria pode comprometer o tratamento. Por isso, vale a pena criar uma rotina, utilizar organizadores de medicamentos ou programar lembretes no celular para ajudar a manter a regularidade.
Automedicação pode trazer riscos
É comum recorrer a um medicamento que já foi utilizado anteriormente ou aceitar a indicação de familiares e amigos. No entanto, o que funcionou para uma pessoa pode não ser adequado para outra.
A automedicação pode mascarar sintomas importantes, dificultar o diagnóstico de doenças, provocar reações adversas, causar intoxicações e favorecer interações perigosas entre medicamentos. Além disso, o uso inadequado de antibióticos contribui para o aumento da resistência das bactérias, tornando infecções mais difíceis de tratar.
Sempre procure orientação de um profissional da saúde antes de iniciar qualquer medicamento.
Nunca interrompa o tratamento sem orientação
Muitas pessoas deixam de tomar um medicamento assim que os sintomas desaparecem ou quando começam a se sentir melhor. No entanto, isso pode fazer com que a doença volte ou que o tratamento não alcance o resultado esperado.
Também não é recomendado aumentar, diminuir ou suspender a dose por iniciativa própria. Qualquer ajuste deve ser feito somente com orientação do profissional responsável pelo acompanhamento.
Atenção especial aos idosos
Com o avanço da idade, é comum que uma mesma pessoa utilize vários medicamentos ao mesmo tempo, aumentando a complexidade do tratamento e o risco de esquecimentos, trocas de medicamentos ou interações indesejadas. Nesses casos, o apoio de familiares, cuidadores ou pessoas de confiança pode fazer toda a diferença. Acompanhar os horários, conferir as doses, organizar os medicamentos e observar possíveis efeitos adversos são atitudes que ajudam a garantir mais segurança, favorecem a adesão ao tratamento e contribuem para a qualidade de vida do idoso.
Fique atento ao uso de vários medicamentos
Quem utiliza diferentes medicamentos ao mesmo tempo deve redobrar os cuidados. Alguns podem interferir na ação de outros, aumentando ou reduzindo seus efeitos e elevando o risco de reações adversas.
Sempre informe ao médico todos os medicamentos que utiliza, incluindo vitaminas, fitoterápicos e suplementos alimentares. Essa informação é importante para identificar possíveis interações e garantir um tratamento mais seguro.
Algumas atitudes ajudam no dia a dia
- Utilize os medicamentos exatamente conforme a prescrição;
- Não compartilhe medicamentos com outras pessoas;
- Leia a bula dos medicamentos;
- Armazene os medicamentos conforme as orientações do fabricante;
- Observe o prazo de validade e descarte corretamente os medicamentos vencidos.
Em caso de esquecimento de uma dose ou surgimento de reações inesperadas, procure orientação do profissional de saúde antes de tomar qualquer decisão.
Cuidar da saúde também significa utilizar os medicamentos com responsabilidade. Seguir corretamente as orientações médicas é uma atitude simples que reduz riscos, aumenta a eficácia dos tratamentos e contribui para mais qualidade de vida.
Fontes:
- Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
- Ministério da Saúde
- OMS (Organização Mundial da Saúde)
- Atualizado em: 16/07/2026
Hepatites virais: a importância do diagnóstico precoce e da prevenção
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e, na maioria das vezes, evoluem de forma silenciosa. Segundo o Ministério da Saúde, muitas pessoas convivem com a doença sem apresentar sintomas, o que pode atrasar o diagnóstico e aumentar o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
Durante o Julho Amarelo, campanha nacional de conscientização sobre as hepatites virais, o alerta é para a importância da prevenção, da vacinação, da realização dos testes e do tratamento precoce.
Como ocorre a transmissão?
No Brasil, os tipos mais frequentes são as hepatites A, B e C.
A hepatite A é transmitida principalmente pelo consumo de água ou alimentos contaminados e por condições inadequadas de higiene. Já as hepatites B e C podem ser transmitidas pelo contato com sangue contaminado. A hepatite B também pode ser transmitida por relações sexuais desprotegidas e da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto.
Atenção aos sintomas
Embora muitas pessoas não apresentem sinais da doença, quando eles surgem podem incluir:
- cansaço;
- febre;
- náuseas;
- dor abdominal;
- pele e olhos amarelados (icterícia);
- urina escura;
- fezes claras.
Como esses sintomas costumam aparecer apenas em fases mais avançadas, o Ministério da Saúde destaca que a testagem é fundamental para o diagnóstico precoce.
Vacinação e prevenção
A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção. O SUS oferece vacina contra a hepatite B para pessoas de todas as idades que ainda não foram imunizadas. Também existe vacina contra a hepatite A, disponível conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações. Atualmente, não há vacina contra a hepatite C.
Além da vacinação, outras medidas ajudam a reduzir o risco de infecção:
- utilizar preservativo nas relações sexuais;
- não compartilhar objetos que possam ter contato com sangue, como lâminas, alicates e escovas de dentes;
- procurar estabelecimentos que utilizem materiais esterilizados para tatuagens, piercings e procedimentos estéticos;
- manter bons hábitos de higiene e consumir água tratada e alimentos bem higienizados.
Diagnóstico e tratamento
Os testes para hepatites virais são simples e podem identificar a infecção antes mesmo do aparecimento dos sintomas. Quanto mais cedo a doença é descoberta, maiores são as chances de evitar complicações.
Atualmente, existem tratamentos eficazes para as hepatites virais. A hepatite C apresenta altas taxas de cura com os medicamentos disponíveis, enquanto a hepatite B pode ser controlada com acompanhamento médico e tratamento adequado quando indicado.
Neste Julho Amarelo, aproveite para se informar, manter a vacinação em dia e conversar com um profissional de saúde sobre a necessidade de realizar os testes. A prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo as melhores formas de proteger a saúde do fígado.
- Atualizado em: 15/06/2025
Junho Vermelho: doar sangue é um gesto que salva vidas
Junho é o mês da conscientização sobre a doação de sangue. A campanha Junho Vermelho busca lembrar que os estoques dos hemocentros precisam ser mantidos durante todo o ano, especialmente neste período, quando as doações costumam diminuir.
Segundo o Ministério da Saúde, fatores como temperaturas mais baixas, férias escolares e aumento de doenças respiratórias historicamente contribuem para a redução do comparecimento aos postos de coleta.
Por que doar sangue é tão importante?
O sangue não pode ser fabricado artificialmente e depende exclusivamente da doação voluntária.
De acordo com o Ministério da Saúde, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas, já que o material coletado é separado em diferentes componentes que atendem necessidades distintas.
O sangue doado pode ser utilizado em situações como:
- cirurgias e procedimentos médicos;
- atendimentos de urgência e emergência;
- tratamentos oncológicos;
- pacientes com doenças hematológicas;
- transplantes e internações.
Doação no Brasil: um gesto que ainda precisa crescer
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde em 2026 mostram que aproximadamente 1,4% da população brasileira doa sangue regularmente.
Embora o percentual esteja dentro do parâmetro considerado adequado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), especialistas reforçam que manter doações frequentes é essencial para garantir segurança no abastecimento dos hemocentros.
Quem pode doar?
De forma geral, podem doar pessoas que:
- tenham entre 16 e 69 anos (menores com autorização do responsável);
- pesem mais de 50 kg;
- estejam em boas condições de saúde;
- apresentem documento oficial com foto;
- não estejam em jejum.
Antes da doação, cada candidato passa por uma avaliação para garantir segurança tanto para quem doa quanto para quem recebe.
A doação de sangue é rápida, segura e pode representar uma nova oportunidade para quem está em tratamento ou enfrentando uma emergência.
Fontes:
Ministério da Saúde
Organização Mundial da Saúde (OMS)
- Atualizado em: 06/03/2026
Março Lilás: prevenção e diagnóstico precoce são aliados no combate ao câncer do colo do útero
O mês de março é marcado pela campanha Março Lilás, iniciativa nacional de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer do colo do útero, uma das principais causas de morte por câncer entre mulheres no Brasil e no mundo.
De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), entre 2023 e 2025 foram registrados cerca de 17 mil novos casos por ano no País. A doença é considerada evitável na maioria dos casos, especialmente quando há vacinação, rastreamento regular e diagnóstico precoce.
O que é o câncer do colo do útero?
O câncer do colo do útero é causado, principalmente, pela infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), um vírus sexualmente transmissível bastante comum. Segundo o Ministério da Saúde, a maioria das pessoas terá contato com o HPV ao longo da vida, mas nem todas desenvolverão a doença.
Em grande parte dos casos, as alterações celulares evoluem de forma lenta e silenciosa, podendo levar anos até se tornarem câncer. Por isso, o acompanhamento preventivo é fundamental.
Principais formas de prevenção
A prevenção do câncer do colo do útero está baseada em três pilares:
1. Vacinação contra o HPV
Disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina é indicada para:
- Meninas e meninos de 9 a 14 anos;
- Pessoas imunossuprimidas, transplantadas e pacientes oncológicos até 45 anos (conforme orientação médica).
A vacinação antes do início da vida sexual é a forma mais eficaz de proteção contra os tipos de HPV mais associados ao câncer.
2. Exames preventivos
O exame citopatológico do colo do útero, conhecido como Papanicolau, permite identificar alterações nas células antes que elas evoluam para o câncer. Além desse exame, o Ministério da Saúde também destaca a importância de métodos complementares de rastreamento, como a captura híbrida, que possibilita a detecção do Papilomavírus Humano (HPV) e contribui para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer do colo do útero.
O INCA recomenda que:
- Mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual realizem o exame periodicamente;
- Após dois exames anuais consecutivos com resultado normal, o intervalo pode ser ampliado para cada três anos, conforme orientação médica.
3. Uso de preservativos
O uso de preservativos nas relações sexuais reduz o risco de transmissão do HPV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Sintomas e sinais de alerta
Nas fases iniciais, o câncer do colo do útero pode não apresentar sintomas. Em estágios mais avançados, podem ocorrer:
- Sangramento vaginal fora do período menstrual;
- Sangramento após relações sexuais;
- Dor pélvica;
- Corrimento persistente com odor desagradável.
Ao perceber qualquer alteração, é fundamental buscar avaliação médica.
A importância do diagnóstico precoce
Quando identificado precocemente, o câncer do colo do útero apresenta altas taxas de cura, com tratamentos menos invasivos e melhores resultados clínicos. O acesso à informação, à vacinação e aos exames de rotina é decisivo para reduzir a incidência e a mortalidade da doença.
A campanha Março Lilás reforça que a prevenção é um compromisso contínuo com a saúde feminina. Manter o calendário vacinal atualizado e realizar os exames periódicos são atitudes que salvam vidas.
Informação e cuidado caminham juntos
A CABESP disponibiliza aos seus beneficiários o Programa de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças, iniciativa que tem como objetivo incentivar o cuidado contínuo, o diagnóstico precoce e a adoção de hábitos saudáveis.
Entre os temas contemplados pelo programa está a saúde da mulher, com orientações voltadas à prevenção do câncer do colo do útero, estímulo à realização periódica do exame preventivo e acompanhamento médico regular.
A proposta é fortalecer a cultura da prevenção, ampliando o acesso à informação qualificada e contribuindo para a redução de riscos e para a melhoria da qualidade de vida dos beneficiários.
Acesse www.cabesp.com.br/ProgramaPromocao e saiba mais.